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segunda-feira, 4 de maio de 2009

SAIU EM www.zerohora.com

Pelo bom debate, por Marcos Rolim*

A administração pública no Brasil se fragiliza por muitas razões. A primeira delas é a corrupção endêmica um fenômeno que, a par de todas as denúncias, segue subestimado. A segunda é a colonização do Estado pelos partidos; processo que torna a ideia de interesse público uma miragem e dissemina a incompetência. Pode-se acrescentar muitas mazelas à lista, mas quero chamar a atenção para dois problemas crônicos: a ausência de diagnósticos amparados por evidências e a falta de monitoramento e avaliação das políticas públicas. No Brasil, os governantes comprometem nosso dinheiro em projetos formulados sem base científica (atuando por intuição, por oportunismo eleitoral e sendo dirigidos por demandas corporativas) e sem que seus resultados sejam minuciosamente escrutinados por organismos independentes. Por isso, não sabemos qual a efetividade dos programas e o que temos de informação sobre eles não é informação, é marketing. Com uma ou outra exceção como na saúde pública, por exemplo , esta tem sido a regra que produz o desperdício. O problema está ligado a uma matriz cultural e transcende as fronteiras político-ideológicas. Na hora de gastar mal o dinheiro do contribuinte, esquerda e direita são irmãs siamesas.
Não chegamos a este resultado ontem, é claro. Como disse Nelson Rodrigues, não se faz uma nação subdesenvolvida da noite para o dia; é preciso séculos. Neste amadurecimento histórico em direção ao lugar nenhum, o problema não é apenas do Estado. As tradições culturais mais fortes da brasilidade não manifestam pela ciência qualquer apreço e guardam da democracia uma razoável distância. Inimigas viscerais do humanismo e sempre próximas da violência, são estas tradições as que encontramos ancoradas no senso comum – lugar onde, aliás, o passado é sempre presente.
Tomem qualquer debate em curso e observem como as posições se alinham. Alguém apresenta uma proposta (por exemplo: privatizar presídios, monitorar presos eletronicamente, fechar escolas do MST, gratificar os professores por produtividade, cadastrar torcedores etc.). Defensores e opositores, então, esgrimam suas posições. O que são elas? Opiniões. Quem apresenta evidências? Quem faz cálculos? Quem discute os custos de oportunidade? Quem apresenta resultados de pesquisas? Quase ninguém. O debate, por isso mesmo, se transforma em um ritual no qual os envolvidos não se escutam. Nem poderiam, vez que as afirmações que fazem são metafísicas e seus argumentos têm improvável valor de troca.
A imprensa, aqui, poderia ser decisiva, exigindo dos governos que seus diagnósticos, programas e base de dados se tornem públicos; e que tudo o que se faz com o dinheiro público seja avaliado. Poderia, por exemplo, solicitar que o governo do Estado mostrasse seu programa de segurança pública. Os vendedores de ilusão, então, seriam identificados; os maus gestores demitidos, e aprenderíamos, todos, com nossos próprios erros. Utopia? Penso que não. “Civilização” é a palavra.
*Jornalista

domingo, 3 de maio de 2009

MARIA DA GRAÇA SOUZA

A Camarada Graça, como gostamos de chamá-la necessita de nossa ajuda.
A história é trágica e envolve muitos companheiros valiosos. O trânsito assassino do Brasil tirou de nós o Camarada Osmar, para os que não o conhecem ele era do MTD, natural de Herval-RS, porém estava a alguns anos vivendo em Eldorado do Sul-RS, onde militava no MTD. Osmar faleceu quando sua moto se envolveu em um acidente com um caminhão em Porto Alegre.
Os atos fúnebres foram na cidade natal de Osmar. Quando voltavam para Pelotas, o carro (FIAT UNO) onde estavam a Graça e os companheiros Neilo, Gilce e Bete, Chocou-se frontalmente com um CLIO que cruzara para a faixa contrária após bater na traseira de outro carro que já evitara a batida em outro que freara bruscamente.
A companheira Bete, do MTD, que dirigia o carro faleceu devido ao acidente. Neilo quebrou os dois braços e uma perna e Gilce quebrou um pé.
A correria começou por volta das seis da tarde Sexta-feira, quando recebi a notícia, cheguei a Santa Casa de Pelotas juntamente com os parentes da Graça e aí começa o problema. Graça tem IPE (plano de saúdo do RS) por ser funcionária pública, mas nenhum traumatologista que atende-se pelo IPE foi encontrado em Pelotas. Se fosse internada pelo SUS a cirurgia seria feita, diziam, mas não teria um bom acompanhamento no pós operatório.
Bateu o desespero em todo mundo e era um liga e fala com este e aquele. Um inferno no qual principalmente seus filhos, irmãs e companheiros passavam. Colocaram ela em um quarto do SUS na Sexta-feira a noite e no Sábado as 15h ainda ninguém havia ido examiná-la. Estava a Camarada Graça depositada lá naquele leito. E os que a cercam correndo como uns loucos atrás de uma solução.
Segundo um médico, amigo nosso e da companheira Graça, uma fratura exposta como a de nossa Camarada deve ser operada em no máximo 6 horas e ela conseguiu ser operada mais de 30 horas após e vejam só, para isso acontecer, para ela ser operada, teve de ser particular.
MARIA DA GRAÇA SOUZA é professora da rede Estadual, já foi da rede municipal de Jaguarão-RS, ocupou entre outros cargos o de Coordenadora Adjunta da 5ª Coordenadoria Regional de Educação, durante a Gestão Olívio Dutra; é membro do Conselho Estadual do CEPERS (o sindicato dos professores estaduais do RS) e atualmente é a Secretária de Educação de Jaguarão, onde está levando a cabo a Constituinte Escolar do município.
Além disso, Graça foi várias vezes dos diretórios nacionais e estaduais do PT e das coordenações da TM em nível municipal, estadual e nacional. Foi membro da Regional do PT onde sua atuação foi muito destacada.
A operação é muito cara e os procedimentos pós operatórios também. Por isso pedimos a ajuda dos Camaradas com o que puderem para cobrir os gastos de nossa companheira, camarada, amiga. Uma pessoa impar, daquelas que não se acha por atacado.
Aqueles que disporem de qualquer quantia e que podem usá-la para ajudar a Camarada Graça podem fazê-lo através da conta do Banco do Brasil, AG.: 0147-3; CONTA: 11242-9
Desde já agradecemos a todos.
SUA AJUDA È MUITO IMPORTANTE.